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Lewis Hamilton Defende F1 2026: "Não é Corrida Yo-Yo, é Puro Automobilismo"

11 de julho de 2026Carlos Mendoza3 мин

Na véspera do Grande Prêmio do Japão, Lewis Hamilton ofereceu sua perspectiva sobre a próxima era da Fórmula 1. Apesar das críticas que cercaram a introdução dos regulamentos de 2026, o heptacampeão mundial se manifestou abertamente a favor do espetáculo proporcionado nas pistas, destacando o orgulho pelo trabalho da Ferrari em retornar à disputa pelas primeiras posições.

Em Suzuka, Hamilton declarou: “Obviamente, há muitos pontos de vista diferentes sobre a geração de carros deste ano, mas para mim é simplesmente emocionante o fato de ser uma nova era para este esporte. Penso que toda vez que um novo ciclo começa, é sempre empolgante ver quem consegue se destacar. Tenho orgulho da equipe e do trabalho que fizemos no último ano para chegar a este ponto, estar mais perto da frente e em plena batalha; acredito que seja a demonstração do incrível esforço feito pelo time”.

Entre Compromissos Técnicos e Diversão ao Volante

Hamilton não escondeu que os novos monolugares exigem um estilo de pilotagem muito particular, não isento de aspetos menos entusiasmantes do ponto de vista puramente da condução, como a gestão da energia e a aerodinâmica ativa. No entanto, o balanço geral do piloto inglês permanece amplamente positivo: “Claro, há aspetos de que não gosto, como a forma como a potência é entregue (deployment), ter de fazer ‘lift and coast’ e o Straight Mode (SM); nem tudo é ideal. Mas do ponto de vista da competição, tem sido realmente, realmente divertido”.

No final do GP da China, onde foi protagonista de um duelo espetacular com a outra Ferrari de Charles Leclerc, Hamilton havia declarado que a corrida de Xangai foi “a melhor corrida que já tinha visto na F1”. Sublinhando como a diversão na pista está superando as complexidades técnicas, o britânico então fez um paralelo com uma das batalhas mais icónicas de sua carreira: “Aquela luta que tive com Charles foi uma das mais divertidas que já vivi, acredito. Talvez comparável apenas àquela entre eu e Nico (Rosberg) no Bahrein, muitos anos atrás”.

A referência é ao espetacular duelo que o viu sair vitorioso ao final da corrida disputada em Sakhir em 2014: também naquele caso, estava-se no início de uma nova revolução técnica – a introdução dos motores híbridos – e o espetáculo oferecido pelas duas Mercedes fez esquecer por uma tarde a nítida superioridade das Flechas de Prata em relação aos rivais, o que tornou aquela temporada um domínio quase absoluto para os carros da equipe já liderada por Toto Wolff.

A Defesa das Ultrapassagens “Troca-Troca”: O Paralelo com o Kart

O ponto mais interessante das declarações de Hamilton diz respeito à defesa das ultrapassagens de “troca e contra-troca” vistas nos primeiros dois grandes prêmios e que alguns criticaram, rotulando-as com o termo depreciativo de “yo-yo racing”. Para Lewis, a possibilidade de trocar de posição várias vezes na mesma volta é a própria essência das corridas: “Só espero ver mais disso, porque este é o sentido das corridas. É um contínuo troca-troca, para frente e para trás, em vez de uma única ultrapassagem após a qual tudo termina”.

“Pessoalmente, gosto muito”, acrescentou o britânico, lançando uma indireta a quem torce o nariz diante dessa dinâmica. “O ponto que eu ressaltava antes é que nos karts isso acontece continuamente, as pessoas se ultrapassam o tempo todo e ninguém nunca chamou isso de ‘corrida yo-yo’. Isso se chama correr de verdade. Então, quem quer que tenha vindo com essa definição… bem, sim, nos entendemos”.